10 maio 2014

Um, Dois, Três e Floor: Tour das Bodegas

Visitar as Bodegas é uma programação essencial no seu roteiro em Mendoza. Primeiro por ser considerada a cidade com maior produção de vinho Malbec da Argentina, segundo porque as bodegas (como são chamadas as vinícolas) são lindíssimas e terceiro porque é como ir a Roma e não ver o Papa.

Reserve pelo menos um dia para essa “tarefa árdua”. Mesmo aqueles que não são tão apreciadores de um bom vinho devem realizar esse passeio, devido à cultura, arquitetura, paisagem e gastronomia que será proporcionado. O único problema será decidir qual bodega visitar, já que Mendoza possui mais de 1.200 espalhadas em três regiões, que são: Vale do Maipu, Luyán de Cuyo e Vale de Uco. Vale lembrar, que nem todas as bodegas estão abertas a visitação e nem a degustação, portanto, é importante pesquisar e principalmente realizar a reserva antecipadamente, uma vez, que sem reserva é praticamente impossível realizar a visita.

Fonte: http://www.mendoza.travel

Fonte: http://www.mendozawinetoursandtravel.com
Para esse passeio é possível contratar uma agência, a qual geralmente já possui um tour definido, com as bodegas selecionadas, podendo escolher o meio de transporte: ônibus/Van ou bicicleta. Sim, pode parecer loucura, mas várias pessoas realizam esse passeio, em cima de duas rodas e adoram. Acredito que deva ser uma aventura conseguir se equilibrar após a última bodega do dia. Caso você já tenha feito ou conheça alguém que fez, nos conte como foi. Outra opção são os remis, como eles chamam os motoristas particulares que geralmente farão o trajeto escolhido pelo cliente. Em ambas as opções a reserva da visitação, degustação e refeição são realizadas por eles (agência ou remis). 
Para aqueles que adoram alugar carro para desvendar o lugar achando que terá um melhor aproveitamento, aviso que nesse destino não será a melhor escolha, visto que o objetivo do passeio será a ingestão alcoólica, o que já não combina com a direção. Além disso, as bodegas estão afastadas aproximadamente 30/45km de distância do centro e não possuem muita sinalização, sem contar que o sinal do GPS também não ajuda muito. Sendo assim, para melhor aproveitamento contrate um guia e apenas relaxe no dia, sem se preocupar com estrada e horário.

Após buscas incessantes na internet, contratamos a agência Tasting Mendoza, pois apesar de ser uma agência, a Dolores, que foi meu contato nos deu total liberdade para escolhermos as bodegas que gostaríamos de visitar. Também nos orientou com as escolhas e o melhor como estávamos em um grupo de 7 pessoas reservou uma van para que fizéssemos o passeio privado, o que foi ótimo. Simplesmente amamos o atendimento, o comprometimento e os passeios (contratamos o tour do Vale do Aconcagua também com eles, mas esse eu conto em outro post).

Vamos ao que interessa As Nossas EscolhasGeralmente, o recomendado são três bodegas por dia, mas como meu marido gosta de dizer que sou estilo já que, Já que eu estava em Mendoza eu queria conhecer quantas fossem permitidas (rsrsrsrs) e acabei convencendo a Dolores de fazermos quatro bodegas. Mais um ponto para a Tasting Mendoza, pois algumas agências são inflexíveis em relação à quantidade.

Bom, havia uma bodega que tinha que estar na lista indiscutivelmente, que era a Nieto Senetiner, pois nós costumamos beber muitos vinhos de lá, então queríamos muito conhecer. Por esse motivo, as outras bodegas escolhidas tinham que estar localizadas na mesma região, ou seja, Lujan de Cuyo. Então, as selecionadas foram: Alta Vista, Terrazas e para fechar com chave de ouro, a Chandon. Já sei, já sei.... Chandon é espumante!!! E daí?! Fiquei encantada com o glamour da Bodega e por isso ela entrou na lista.

Quanto ao passeio/tour/degustação foi tudo perfeito. Começamos pela Nieto Senetiner, que não deixou nada a desejar. A guia era muito simpática, teve maior paciência de nos explicar o processo, as parreiras e claro, aguardava as milhões de fotos que tirávamos. Ficamos muito impressionados com a beleza do lugar e com a calma que transmitia, a vontade era de sentar em uma das cadeiras da varanda e passar o resto do dia ali, degustando vinho e olhando as parreiras que tinham como plano de fundo a Cordilheira. 



A degustação da Nieto foi composta de três vinhos maravilhosos e como somos muito simpáticos, a guia acabou abrindo uma quarta garrafa a nosso pedido, já que era o vinho que mais bebíamos aqui no Brasil da Nieto. Não preciso dizer que depois disso, viramos mais que fãs da Nieto, né?



Nossa segunda parada foi a AltaVista, uma bodega francesa, que foi totalmente reformada em 2003, mas manteve as características das bodegas mendoncinas, que é a fermentação das uvas em toneis de concreto. Por ser uma bodega francesa, esta tem suas peculiaridades, o que tornou a visitação muito interessante e diferente da primeira bodega visitada. 

O ponto alto é a sala de degustação, com uma mesa comprida de vidro, onde nos ver algumas torneiras, que apenas o guia tinha acesso, infelizmente. Mais uma vez, degustamos três vinhos, que não conhecíamos e que gostamos bastante. Também foi nessa que conhecemos o vinho Torrontes, com aroma doce e ao beber um pouco acido. Nossa nova paixão para dias quentes.


Nesse momento, já estávamos bem felizes e com dentes pretos (rsrsrrs) e não queríamos mais nenhuma explicação, queríamos almoçar e degustar mais vinho, claro. Então, nossa terceira parada foi a Terrazas de Los Andes, onde havíamos reserva para o almoço. Alias, não deixem de almoçar em alguma bodega é uma experiência incrível, uma orgia gastronômica maravilhosa. E se puderem escolher a Terrazas, faça. Acho que foi a melhor refeição que já fiz na vida!

Após um rápido tour pela bodega, que é do Grupo Louis Vuitton e talvez, por isso, a Terrazas seja tão charmosa, elegante, com jardins lindíssimos e muito bem cuidados, fomos levados ao interior da casa e acomodados em uma enorme mesa de jantar, estilo almoço de domingo em família. Fomos recepcionados por um somelier e um garçom que nos explicava a harmonização a cada prato. 


Para ficarem com água na boca: a entrada foi cesta com massa folhada e pasta de pato (nunca tinha comido pato e estava uma delicia) e uma brusqueta.

A entrada
 O prato principal, um suculento Lomo com crocante de legumes.


Prato principal
E a sobremesa sorvete com calda de frutas vermelhas e pavê de chocolate branco. 
Sobremesa
Tudo harmonizado com cada tipo especifico de vinho, exceto a sobremesa que para acompanhar foi servido um Chandon Rose. Sem falar nos pães sortidos e quentinhos que estavam disponíveis durante todo o almoço. Apenas um detalhe, durante o almoço não havia limites de taças de vinhos. 

Por fim, a Chandon, que também é do mesmo grupo que a Terrazas (Louis Vuitton S.A. - Moët Hennessy). Confesso que após tanta comida, eu realmente queria ir para casa dormir, mas a visita a Chandon nos surpreendeu, pois o processo de fabricação dos espumantes é completamente diferente dos vinhos e sem falar no charme e riqueza da Bodega. Por isso, a ordem das bodegas visitadas foi perfeita e com certeza fechamos com chave de ouro.


Não esquecendo que ao final de todo tour temos a degustação e com tanto glamour não poderíamos perder a seleção de três espumantes deliciosos e delicados. 


Acho que após esse relato, o titulo do post fez total sentido, não?

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