23 junho 2009

Cusco: Valle Sagrado dos Incas, um passeio além do Machu Pichu

Em Cusco há muita história interessante, portanto, quando planejar sua viagem reserve ao menos 3 dias para que possa passear bastante, se adaptar a altitude e conhecer o Centro Histórico, conforme já mencionei no post anterior e o Valle Sagrado, que é um passeio incrível.

Para visitar o Valle Sagrado reserve um dia inteiro, pois o passeio é longo com várias paradas. Nós realizamos esse passeio através da Milla Turismo que embora tenha sido uma excelente agência, se voltasse ao Peru, hoje,  não contrataria um passeio coletivo e buscaria algo mais personalizado. Na verdade, não foi um problema deste passeio e sim de qualquer excursão com várias pessoas de diferentes faixas etárias. Como estávamos sozinhos, achamos melhor realizar um passeio em grupo, mas foi um pouco traumatizante, devido ao tempo cronometrado em cada parada, tornando insuficiente para escutar a explicação e tirar fotos. Sem contar com o restaurante que geralmente nessas excursão já estão determinados e estes dificilmente são bons. 

Tirando esse pequeno detalhe, o passeio é excelente com paisagens lindas, história impressionante dos Incas. Vale muito a pena é uma experiência única. 


Bom, o passeio contempla as seguintes paradas: mercado artesanato de Pisac, centro arqueológico de Pisac, Olantaytambo e o vilarejo de Chimchero. Infelizmente não conhecemos o vilarejo, que dizem ser bem charmoso, pois optamos finalizar nosso passeio em Olantaytambo, de onde é possível pegar um trem para cidade de Águas Calientes, cidade que todos aqueles que querem visitar o famoso Machu Pichu acabam se hospedando ou apenas passando por ela.

Decidimos sair no meio do passeio, pois o trem de Olantaytambo é mais barato, do que se pegássemos em Cusco e também devido a logistica de horários, pois queríamos ver o nascer do Sol em Machu Pichu, por isso, precisaríamos acordar em Águas Calientes para que fosse possível. Toda essa logística foi acordada com a agência antecipadamente para que não houvesse imprevistos. 

Voltando ao tour do Valle Sagrado, saímos as 09:00h e a primeira parada foi no mercado de artesanatos em Pisac que fica no centro arqueológico de Pisac. Esse mercado possui uma variedade de lembrancinhas, comidas e barracas. Acabamos não comprando nada, mas aproveitamos para um chá de coca para se adaptar a altitude.

É difícil dizer em qual mercado de artesanato é mais barato, todavia, este é o mais diversificado e achamos algumas pratas e enfeites mais em conta do que em Cusco. Nessa parada também é recomendada para comer o Maiz, milho, com seus grãos enormes. Uma dica: Não deixe que a vendedora coloque nenhum molho, pois parece um pirão e acaba estragando o gosto do milho. Nessa parada também vendem umas empanadas muito gostosas.

As ruínas de Pisac são construções seculares vistas em grupos de estruturas arquitetônicas dispersas entre as ladeiras do serro e o seu pico. Arqueólogos acreditam que Pisac foi parte da herança do inca Pachacútec, imperador que ordenou sua edificação.



Na segunda parada, visitamos as ruínas de Ollantaytambo que é um povoado inca que recebeu esse nome em homenagem ao cacique Ollanta, que, segundo a tradição oral, foi duramente castigado por ter se apaixonado por uma princesa filha do inca Pachacútec. Os principais edifícios do sítio arqueológico situado no alto da colina do povoado são: o Templo do Sol, o Mañaracay, o Salão Real, o Incahuatana e os Banhos da Princesa. Na parte superior, encontra-se uma fortaleza construída para proteger o vale das possíveis invasões de etnias selvagens. Uma das zonas mais conservadas do complexo está ao norte da praça Hanan Huacaypata. Prepare-se para subir muita escada, pois para conhecer o complexo todo é importante andar bastante.





Saímos das ruínas por volta das 16:30h e 
ficamos "fazendo hora" até o horário do nosso trem às 19:00h, pelas simpáticas ruas do vilarejo de Olantaytambo. O vilarejo é bem pequeno, com ruelas estreitas e sem muitos atrativos.

Uma dica, caso queiram sair no meio do passeio e pegar o trem em Olantaytambo é levar uma mochila pequena com o essencial. Não fizemos isso e tivemos que ficar, pelo menos, umas 3h com as mochilas nas costas e para piorar a situação, a pequena e simpática Olantaytambo estava sem luz, o que impossibilitou que sentássemos em algum restaurante e comêssemos alguma coisa, já que não existe muita infraestrutura que possibilitasse isso.

Costumo dizer que tudo vira história no final para contar, por mais perrengue que tenha sido esperar 3h em um vilarejo sem luz e com mochilas pesadas a tira colo. Hoje sem dúvida é uma história e tanto, mas na hora podem imaginar a indignação, não?


Total de custos com os passeios em Cusco:
Boleto Turistico, Catedral e templo do Sol: Sl 58,00;
Excursion de ciudad y ruinas cercanas Visita: Catedral, Koricancha, Saqsayhuaman, Q'enq'o, Pucapucar y Tambomachay: Sl 15,00;
Visita Pisaq Mercado, Pisaq Ruinas, almuerzo en Urubamba y visita a Ollantaytambo: Sl 28,00.

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