18 junho 2009

Cusco: Um novo dia, com direito a City Tour

Depois de todo perrengue do dia anterior, estávamos renovados e saímos percorrendo as ladeiras de Cusco. A cidade tem um charme próprio, embora, tenha um orgulho pela bandeira do arco-iris, mas parecendo uma cidade gay.


Passamos 3 dias em Cusco, sendo tempo suficiente para realizar todos os passeios, os quais foram contratados ainda do Brasil, através da agência Milla Turismo. Recomendo bastante essa agência, cujas as atendentes são muito atenciosas e respondiam rápido as dúvidas que enviávamos por e-mail.

Decidimos contratar tudo ainda do Brasil, pois lemos em alguns lugares que a procura por Machu Pichu é enorme e por isso, ficamos com receio de não conseguirmos visitar. Então aproveitamos o pacote oferecido pela agência que incluía:  City Tour, Vale Sagrado e Machu Pichu. Todos estes passeios são imperdíveis e devem ser feitos, de preferencia com um guia, já que o interessante é escutar a cultura inca, como eles viviam, além do orgulho dos peruanos narrando a história.

A cidade de Cusco é possível percorre-la toda a pé, aliás o interessante é exatamente explorar as ruas, ou melhor, as ladeiras e descobrir lojinhas e ruelas bem simpáticas. Mas cuidado com as lojinhas, pois os vendedores perturbam, tentam te convencer a qualquer custo a comprar alguma coisa. O mais absurdo é quando você fica pensando se vale a pena comprar, eles começam a te bombardear "Quanto queres pagar?", ou seja, não aceite nenhum preço de primeira, negocie tudo. Inclusive o próprio hotel não tem preço fixo, nossa sorte é que reservamos pelo site e conseguimos manter o preço de US$ 40,00 a diária. Já para os turistas que chegavam na hora o preço era bem mais caro. Falando em hotel, ficamos no San Blas II que fica no bairro de San Blas e adoramos o hotel e o atendimento também.


Neste primeiro dia em Cusco, exploramos a cidade, e a tarde fizemos o city tour. Curiosamente a cada lugar que parávamos para uma foto, lá estava ele no fundo: uma dedicação ao "Glorioso Peru" estampado na pedra.

Percorrer as ruas de Cusco e as relíquias históricas é relembrar as lendas que permanecem em cada rua, esquina e museu, imaginando como ocorreu a fundação da cidade pelo Inca, Manco Capac, em execução de um comando do Deus Sol. Em 23 de março de 1534, Francisco Pizarro, leva a cabo a fundação espanhola do Cusco, por isso vale a pena realizar os passeios com  guia.

A Plaza das Armas é uma graça, super charmosa, e, é onde fica a catedral, incluída no passeio do city tour. Caso não faça o city tour, a entrada custa Sl 25,00. Mas é possível visita-la todo dia de 06:00h as 10:00h quando está aberta para missas e a entrada é gratuita.





Para visitar alguns pontos turísticos é necessário um boleto turístico, que
normalmente não inclui a Catedral e o Templo do Sol (Qorikancha), porém no city tour que fechamos estes dois já estavam inclusos. Então, quando forem fechar algum passeio procurem questionar tudo que está incluído para não deixar nada de fora. Outra dica, é que o boleto dá direito a visitar alguns museus que não fazem parte do passeio de city tour, o que não impede de visitá-los sozinho, que não foi o nosso caso, pois o único que fomos e que vale muito a pena é o Templo do Sol.

Os demais lugares visitados com o city tour foram as ruínas de Saqsaywaman, onde as imensas pedras são encaixadas perfeitamente e o Inca chamou de "a casa do Sol" e os espanhóis "A Força". Os incas realizavam, neste local, ritos sagrados e graças a imponentes muralhas que a protegiam, ainda a utilizavam como refúgio em casos de emergência. Inclusive , até os dias de hoje, em 24 de Junho, é realizado uma cerimonia de adoração ao Sol, onde uma lhama negra é sacrificada e o coração desta é oferecido ao Deus Sol.





Pukapukara, com suas mesas de sacrifícios dentro de uma gruta, tem uma boa vista de Cusco.






E, finalmente, Tambomachay é a mais alta delas; fica 3.700 m acima do nível do mar. Nesta parada, encontra-se uma fonte de água com um intrigado sistema de engenharia hidráulica, cuja água vem de um lago natural em uma montanha do lado outro lado. 

O único problema que quando chegamos nesta parada, já era tarde, estava muito frio, além de escuro e as fotos não ficaram tão boas. Mas valeu a pena a experiência.




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